
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Participe da enquete: a sensação do momento nas praias do Brasil em 2008

Por favor tomem cuidado nas dicas para aliviar a dor causada pelas toxinas de cnidários
Para ficar atento a esta situação o blog projeto physalia traz uma série de procedimentos mais adequados para pronto socorro, além de postarmos uma nota muito interessante que saiu no portal pe360graus.
Toxicologista dá dicas para aliviar a dor das queimaduras de caravelas
As queimaduras de caravelas, registradas na virada do ano na praia de Itamaracá, no Grande Recife, despertaram a atenção para o perigo que esse animal representa. Elas têm a função de controlar a população de peixes pequenos, uma vez que são predadoras e vivem nas regiões costeiras, em especial, nos mares tropicais.
As caravelas não são venenosas, mas a queimadura provocada por elas dói e muito. O perigo, porém, não está na bolha azul ou rosa que fica na superfície da água, maior parte do animal, mas nas cerdas que ficam na região inferior.
O clínico geral, especialista em toxicologia, Américo Ernesto, explica que a queimadura causada pelas caravelas é, na verdade, um processo de intoxicação. “Quando entra em contato com a pele, a caravela libera toxinas e, por isso, há a sensação de ardor”, define.
Para minimizar a dor causada pela queimadura, a pessoa atingida pode seguir algumas dicas:
1. Deve-se passar a própria água do mar, porque a água salgada mantém as condições osmóticas e evita o rompimento das cerdas;
2. Não lavar com água doce, nem pôr gelo no local, pois a água doce aumenta a liberação da toxina;
3. Passar ácido acético (vinagre) para neutralizar a ação das substâncias que são liberadas pelas cerdas (agulhas), encontradas na parte de baixo das caravelas;
4. Não passar manteiga, pasta de dente ou clara de ovos no local da queimadura. “É totalmente contra-indicado, porque isso provoca o isolamento da substância que precisa ser retirada, o que provoca ainda mais dor no paciente.”, explica o médico;
5. Em casos mais graves, quando há um comprometimento de uma extensa área do corpo, principalmente nas crianças, deve ser procurado o serviço medico mais próximo;
6.Caso precise pegar na caravela, isole a mão.
Mais caravelas, agora em Itamaracá, litoral norte de Pernambuco
Somente na última terça-feira (01), das cem pessoas que deram entrada no hospital público de Itamaracá, 31 estavam com queimaduras de água viva e caravela.
As crianças foram atingidas enquanto brincavam na água. “Eu achei que fosse um plástico na água, aí uma mulher disse para eu não pegar que eu ia me queimar”, disse Maésio dos Santos, de 11 anos. A maioria das queimaduras foi de segundo grau.
Mas, de acordo com a médica de plantão, Solange de Oliveira, o tratamento é simples, e a resposta, rápida. “Para aliviar a dor deve ser administrado analgésico tópico e, se a dor for muito intensa, analgésico oral ou injetável. Em cinco horas, a ardência começa a diminuir.”, explicou.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Reveillon com muita caravela no Sul e Sudeste do Brasil
Para ler mais: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL244440-5598,00-INVASAO+DE+AGUASVIVAS+AMEACA+TURISTAS+NO+SUL+E+NO+SUDESTE.html
Praias do litoral piauiense estão sendo tomadas por caravelas
16/09/2007 17:39
As praias do litoral do Piauí estão infestadas de Caravelas, uma espécie de animal marinho que pode provocar queimaduras muito fortes em quem pegá-los. As crianças são as maiores vítimas destes animais e a prefeitura de Luís Correia e as secretarias estaduais do Turismo e da Saúde não têm nenhum médico, enfermeiro ou outra pessoa para orientar os ba-nhistas sobre os perigos da Cara-vela ou mesmo retirar os animais durante o período em que as praias estiverem lotadas de banhistas.Os animais, que têm este nome porque abrem uma espécie de “velas” como os barcos antigos da época do descobrimento do Brasil, são bonitos o que faz aumentar o risco de uma criança tentar pegá-las e até guardá-las. Os animais têm a cor azulada e tem o formado de um cano plástico transparente ou de uma bolha de sabão. No feriadão em Atalaia, muitos deles foram vistos ao longo da praia, despertando a curiosidade de banhistas. O contato com esses animais pode resultar em queimaduras, reações alérgicas e, em alguns casos, choque térmico e cegueira. O primeiro procedimento é lavar o local com vinagre ou com a própria água do mar, desde que esteja fria e procurar ajuda médica imediatamente. É importante não lavar o local com água doce e não friccionar a área afetada, pois a dor poderá aumentar.Em São Luís no Maranhão, as autoridades já começam a se preocupar com o problema. Cinco biólogos maranhenses, que integram há dois anos o grupo Physalia, estão pesquisando os motivos do crescimento da incidência de caravelas nas praias daquela cidade. Mais de 200 ocorrências de queimaduras, em decorrência do contato com estes animais marinhos, foram registradas no ano passado, na capital maranhense.O trabalho de pesquisa é inédito no Estado e um dos poucos realizados no país. Para uma das biólogas envolvidas na atividade, Denise Ramalho, na hora da escolha do objeto de estudo, o grupo levou em consideração a falta de conhecimento sobre o tema. Foi levantada ainda a necessidade de orientar a população sobre os cuidados relativos à prevenção e ao tratamento, em caso de contato com os cnidários, cujo nome científico é Physalia physalis.
Fonte: Diário do Povo
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Mais caravelas e trabalho de formiguinha!

Há algum tempo o Projeto Physalia tem feito muito além da sua capacidade, sem recursos, com muita vontade dos próprios integrantes e muito romantismo para mostrar seus bons resultados a população de São Luís através da suas ações de pesquisa, educação ambiental e saúde pública.
Reconhecemos que realmente temos cumprido nosso papel como cidadãos, mas estamos muito decepcionados com inúmeros órgãos públicos que recorremos para pleitear, quase mendigando, o apoio necessário para a excução das atividades. Todos acharam um projeto bom, bonito, de importância relevante e com o mesmo blá, blá, blá de sempre.
Muito encorajamento foi nos dado, o que considero como a única forma de "ajuda" que recebemos. No entanto, esse tal encorajamento está chegando ao final e após três anos de tentativas o romantismo também chegou ao fim juntamente com o encerramento das nossas atividades.
Sempre que vou à praia ouço sobre as caravelas, sempre que abro o jornal também, quando ligo a tv idem...e assim perguntamos: Por que será que niguém leva nada à sério no Maranhão? Será que as idéias trazidas de outros lugares sempre são melhores?
Nada disso! Isso ocorre por que as pessoas que são indicadas para alguns cargos públicos são despreparadas e estão lá por suas relações de coleguicismos nada mais, logo não possuem nenhum tipo de respeito e nem assumem as responsabilidades dos seus cargos. Mas é só aparecer as caravelas que se lembram da existência do Projeto, ou então surgem dezenas de especialistas para reportar ao tal assunto.
Então é isso...realmente nosso compromisso foi com a nossa população e não para ser veículo de propaganda política para as próximas eleições, nem como forma de massageio dos egos dos nossos colegas indicados.
Jorge L.S. Nunes
sábado, 1 de setembro de 2007
Projeto Physalia é destaque no Conselho Regional de Biologia da 3ª Região

O trabalho de pesquisa é inédito no estado e um dos poucos realizados no país. Para uma das biólogas envolvidas na atividade, Denise Ramalho, na hora da escolha do objeto de estudo, o grupo levou em consideração a falta de conhecimento sobre o tema. Foi levantada ainda a necessidade de orientar a população sobre os cuidados relativos à prevenção e ao tratamento, em caso de contato com os quinidários, cujo nome científico é Physalia physalis.
“A caravela, como é popularmente conhecida em função do seu formato, é uma colônia de indivíduos que trabalha em cooperação. Não pode ser confundida com a água-viva, que é outro tipo de quinidário”, esclareceu a bióloga. Na primeira fase do projeto, entre as hipóteses estudadas pelo grupo, chegou-se à conclusão de que as caravelas migram para a orla maranhense para garantir a reprodução da espécie, que ocorre entre os meses de agosto e outubro. Entre os motivos que explicam a preferência pelas águas da região estariam o clima e a velocidade dos ventos.
“Todos os levantamentos ainda não podem ser considerados totalmente conclusivos. O certo é que o nosso mar oferece as condições ideais para esses animais se reproduzirem. Para nossa surpresa, a fase de reprodução em 2006 se estendeu bastante. Queremos descobrir o que levou a isso. O problema é que o Maranhão não dispõe de recursos tecnológicos”, ressaltou Denise Ramalho.
Para continuar as pesquisas, o grupo Physalia está buscando o apoio do poder público. Os estudos até o momento concentram-se nas praias de São Marcos e Calhau, mas o objetivo é expandir o foco de atuação. Por conta da grande incidência na área, o Olho d’Água será um dos alvos. “Em uma única manhã nas praias que trabalhamos, encontramos mais de 400 ocorrências de caravelas. Algumas chegaram a medir 17 centímetros de comprimento”.
A parceria com outras instituições prevê o incremento das atividades de educação ambiental, que já foram iniciadas pelos biólogos. O grupo já percorreu algumas escolas da rede pública e particular aplicando questionários sobre as caravelas.
“É preciso que as pessoas tenham em mente que nós é que estamos invadindo o habitat desses animais marinhos e por isso é necessário tomar alguns cuidados para garantir uma convivência pacífica. Nesse tocante, fazemos um alerta, para que as pessoas não matem os animais”, disse a bióloga.
Por conta das cores, as caravelas chamam muita a atenção das crianças, principais vítimas das queimaduras. O veneno que provoca a irritação na pele é expelido pelos tentáculos. O grupo fez um apelo para que as pessoas evitem utilizar outros produtos, que não uma solução de água com vinagre. Para aliviar a dor, pode ser utilizada também uma bolsa de gel a uma temperatura fria.
“O vinagre é bom porque ele evita que a substância tóxica ex-pelida pelos tentáculos se prolifere e aumente a queimadura, que podem até matar. Esse veneno é uma proteção das caravelas e também é expelido para imobilizar os peixes e crustáceos, que os alimentam”, concluiu a pesquisadora.
Fonte: O Estado do Maranhão
Para acompanhar: http://www.crbio3.org.br/noticias/index.php?id=1517&idcategoria=6